sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Primeiro Bimestre

1º Bimestre
Competências e Habilidades:
Espera-se que os alunos sejam capazes de cons¬truir e desenvolver as seguintes competências e habilidades:
nstruir e aplicar conceitos relativos.à Cartografia e à Geopolítica fazendo uso da linguagem visual e de outros meios de acesso e interpretação da realidade;

- compreender o caráter de representa¬ção da Cartografia e das imagens do Sensoriamento Remoto; fgrmas de acesso e de interpretação da realidade Clue não são cópias da realjdade;

- ter uma visão "desconstruída" de um mapa, segundo os elementos que o compõem: 1. O fundo do mapa: proporção, escala e métricas; A linguagem visual
- dominar a gramática da linguagem utilizando recursos grálicos
de qualificação, de quantificação e de oldenação que são fundamentais na construção da imagem cartográfica;
- saber ver e jnterpretar um mapa te¬mático, procedendo a classificações, éstabelecendo relações e comparações
em diferentes projeções cartográficas e escalas geográficas;

- observar fatos, situações, fenômenos e lugares, representativos do mund,o globalizado, identificando as possi: bilidades de tratamento cartográfico . destes, quer dizer: quando se percebe uma lógica espacial apreensível visualmente, mesmo que o fenômeno não tenha expressão visual em si (exemplo: taxas de analfabetismo)
- explicar e compreender, identificar rela¬ções de causa e efeito e de outros tipos, que permitam descrever as inúmeras formas que configuram o exercício do poder por parte das nações hegemônicas;
construir argumentações consistentes a respeito de situações, fatos e problemas apresentados, assim como distinguir argumentações nos textos;

- compreender a ordem rei¬nante e o papel da geopolítica e das potências como mantenedoras desse sistema mundial;

- discutir as perspectivas de superação da ordem geopolítica, e a construção de um bem comum múndial, em dire¬ção a uma governança mundial, que sirva para debêlar com mais eficiência conflitos regionais e outras tragédias que assolaram vários povos do mundo.
Avaliação: A participação dos alunos deve substi¬tuir em item chave de avaliação. Ela integra a aprendizagem de diversas habilidades, tais como participação gral, que permite ao(à) professor a) avaliar a capacidade de verbali¬zação e argumentacão de cada aluno, assim como suas atitudes durante o desenvolvimento das atividades indiyiduais ou coletivas, como: adequação. organização, envolvimento,
Os relatórios sobre as atividades individuais e coletivos, as interpretações de textos, de mapas de gráficos e de filmes são também itens impor¬tantes na avaliação do (a) professor(a). Com eles, pode-se maliar as capacidades interpretativa, argumenrativa, leitora e escritora dos alunos.
A realização de provas e exercícios, com questões abertas e de múltipla escolha, deve ser considerada peça importante do processo ensino-aprendezagem.
Além disso. sugerimos que os alunos sejam convidados a elaborar sua auto-avaliação, momento de grande densidade educativa, pois permite a cada estudante aprimorar sua capacidade de autoconhecimento e de redefinicão de caminhos, em função de suas potencialidades e limites.






Situação de Aprendizagem 1
OS ELEMENTOS QUE CONSTITUEM OS MAPAS

PLANO:
Competências e habilidades: saber ver e interpretar um mapa temático procedendo a classificações, estabelecendo relações e comparações em diferentes projeções cartográficas e escalas geográficas; relacionar a construção dos mapas às suas intencionalidades e discutir a influência da Cartografia como um instrumento de poder.
Avaliação: participação nos trabalhos coletivos; realizaçào de exercícios com base em questões abertas e de múltipla escolha.
Conteúdos e temas: os elementos que constituem os mapas: o fundo do mapa: projeção, escala e métrica; 2. a linguagem: meios gráficos para qualificar, quantificar e ordenar.
Estratégias: 1. Aulas expositivas: apresentação dos objetivos da atividade e problematização dos conteúdos; 2. Atividades coletivas para entrar em contato "bruto" com o mundo dos mapas; 3. Ati¬vidades coletivas (em grupo) para o exercício de aplicação dos conhecimentos extraídos da "descons¬trução" do mapa.
Recursos: aula dialógica; uso de mapas, aproveitamento do material didático adotado.


CONTEÚDO:

Uma das primeiras coisas em que pensamos na hora de viajar é num bom mapa da região a ser visitada ou das estradas que vamos percorrer. Em nosso dia-a-dia na cidade também usamos mapas e guias para encontrar ruas e bairros.
Os mapas nos auxiliam a localizar qualquer porção da superfície da Terra, facilitando a nossa orientação no espaço geográfico.
O conhecimento das coordenadas geográficas e dos pontos cardeais é indispensável para a elaboração dos mapas, que são representações planas da superfície terrestre.
Este é o maior problema da cartografia: representar uma superfície esférica em um plano. Como a esfera não é planificável, a representação nunca será perfeita. Teremos sempre algu¬mas deformações, seja em relação às distâncias entre os continentes, seja em relação às áreas de países e oceanos.
Na verdade, a melhor maneira de representar a Terra é o globo terrestre, por causa de sua forma esférica. Porém os mapas são muito mais fáceis de manusear e têm a vantagem de repre¬sentar áreas pequenas com detalhes.
As projeções permitem representar uma superfície esférica (a Terra) em uma superfície plana (o mapa) com menores distorções do que aquelas provocadas com o simples achata¬mento da esfera.


Cartografia, A Arte Ou Ciência De Fazer Mapas

Segundo a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), a "arte (ou ciência} de levantamen¬to, construção e edição de mapas e cartas de qualquer natureza" recebe a denominação de cartografia.
A elaboração de mapas começou na Antigui¬dade. O mapa mais antigo do mundo foi encontrado na Mesopotâmia, onde é hoje o Iraque, de Saddam Hussein.
Anaximandro (610 a.C-547 a.C.}, discípulo de Tales de Mileto, é considerado o primeiro cartógrafo. Em seu mapa, a Terra estava solta no espaço e não havia referência à sua forma.
A partir do século XVI, época das Grandes Na¬vegações, mapas traçados com maior precisão pas¬saram a desvendar caminhos para os exploradores europeus, pois representavam o mundo de uma ma¬neira mais próxima do real.
O avanço tecnológico permitiu um grande progresso e muita precisão na elaboração de mapas. As técnicas usadas antigamente foram acrescen¬tadas várias outras, como o uso de aviões para to¬madas fotográficas aéreas, imagens de satélites artificiais e computadores. A partir do processamento e da análise dessas imagens, é possível elaborar vários tipos de mapas. Hoje, podemos obter imagens tridi¬mensionais da superfície da Terra. Daí os mapas estarem cada vez mais precisos.
Entre os inúmeros recursos utilizados pela cartografia, destacaremos; a aerofotogrametria, o sensoríamento remoto e o geoprocessamento (GIS -Geographical Information System ou, traduzindo para o português, SIG - Sistema de Informação Geográfica).
Apesar de todas essas facilidades, não pode¬mos nos esquecer de que, para ter sucesso, é preciso complementar o trabalho com dados obtidos em uma eficiente pesquisa de campo no local cartografado.

Classificação dos mapas ou cartas

De acordo com a escala, os mapas ou cartas podem ser:
• Cartas cadastrais ou plantas. Quando se destinam à representação de pequenas áreas, cidades, bairros, fazendas, conjuntos residenciais etc., porém com elevado grau de detalhamento e de precisão. É o caso de plantas urbanas, de grande utilidade para as autoridades governamentais na administração (cadastramento) e planejamentos urbanos. São cartas de grande escala, normalmente de 1:500 até 1:10.000.
• Mapas ou cartas topográficas. Quando mostram a características ou os elementos naturais e artificiais da paisagem com um certo grau de precisão ou de detalhamento parte de uma região ou estado. São de média escala mostrando relevo, acidentes naturais, obras realizadas pelo homem escala, normalmente de 1:25.000 a 1:250.000.
• Mapas ou cartas geográficas. Quando mostram as características ou elementos geográficos gerais de uma ou mais regiões, país ou continente ou mesmo do mundo, o que exige o emprego de escalas pequenas (de 1:500.000 a 1:1.000.000 ou menos).

Coordenadas Geográficas: Paralelos e Meridianos

O movimento de rotação da Terra ao redor de seu eixo proporciona dois pontos naturais - os pólos - nos quais está baseada a chamada rede geográfica, que consiste em linhas destinadas a fixar a posição dos pontos da superfície. A rede geográfica consta de um conjunto de linhas traçadas de norte a sul unindo os pólos - os meridianos - e um conjunto de linhas traçadas de leste a oeste paralelas ao equador - os paralelos.

Meridianos

Todos os meridianos são semicírculos máximos, cujos extremos coincidem com os pólos norte e sul da Terra. Ainda que seja correto que o conjunto de dois meridianos opostos constituam um círculo máximo completo, é conveniente recordar que um meridiano é só um semicírculo máximo, e que é um arco de 180º.

Outras características dos meridianos são:

1. Todos os meridianos tem direção norte-sul;
2. Os meridianos têm sua máxima separação no equador e convergem em direção aos dois pontos comuns nos pólos;
3. O número de meridianos que se pode traçar sobre o globo é infinito. Assim pois, existe um meridiano para qualquer ponto do globo. Para sua representação em mapas os meridianos se selecionam separados por distâncias iguais adequadas.

Paralelos

Os paralelos são círculos menores completos, obtidos pela intersecção do globo terráqueo com planos paralelos ao equador. Possuem as seguintes características:

1. Os paralelos são sempre paralelos entre si. Ainda que sejam linhas circulares, sua separação é constante.
2. Os paralelos vão sempre em direção leste-oeste.
3. Os paralelos cortam os meridianos formando ângulos retos. Isto é, correto para qualquer lugar do globo, exceto para os pólos, uma vez que neles a curvatura dos paralelos é muito acentuada.
4. Todos os paralelos, com exceção do equador, são círculos menores. O equador é um círculo máximo completo.
5. O número de paralelos que se pode traçar sobre o globo é infinito. Por conseguinte, qualquer ponto do globo, com exceção do pólo norte e do pólo sul, está situado sobre um paralelo.

Longitude

A longitude de um lugar pode definir-se como o arco de paralelo, medido em graus, entre tal lugar e o meridiano principal. Está quase universalmente aceito como meridiano principal o que passa pelo Observatório de Greenwich, perto de Londres, a que freqüentemente se designa como meridiano de Greenwich. A este meridiano corresponde a longitude 0º. A longitude de qualquer ponto dado sobre o globo é medida na direção leste ou oeste a partir deste meridiano, pelo caminho mais curto. Portanto, a longitude deve oscilar entre zero e 180 graus, tanto a leste quanto a oeste de Greenwich.

Conhecendo-se somente a longitude de um ponto não podemos determinar sua situação exata, porque o mesmo valor da longitude corresponde a todo um meridiano.
Latitude
A latitude de um lugar pode ser definida como o arco de meridiano, medido em graus, entre o lugar considerado e o equador. Portanto, a latitude pode oscilar entre zero grau no equador até 90 graus norte ou sul nos pólos. Exemplo: 34º10'31" N, pode ler-se "latitude 34 graus, 10 minutos e 31 segundos norte".

Elementos de um mapa

A confecção de um mapa é uma tarefa de certa complexidade. Abrange um conjunto de operações que vão desde os levantamentos no próprio terreno e a análise de documentação (fotos aéreas, por exemplo) até o estudo de expressões gráficas (legendas etc.) e outros aspectos. Os mapas modernos são elaborados com o auxílio de instrumentos e recursos muito avançados, tais como fotografias aéreas, satélites artificiais e computadores.

Os elementos de um mapa são: escala, projeções cartográficas, símbolos ou convenções e título.

Escala

Como o mapa é infinitamente menor que a Terra, necessitamos de uma escala para indicar a proporção entre ele e o nosso planeta. A escala nos informa quantas vezes o objeto real (no caso a Terra ou parte dela) foi reduzido em relação ao mapa. Em outras palavras, escala é a relação entre a distância ou comprimento no mapa e a distância correspondente na Terra. Por exemplo: um mapa do Brasil na escala 1:5.000.000 significa que as distâncias (ou proporções) reais do Brasil sofreram uma redução de 5 milhões de vezes em relação ao mapa, ou seja, nessa escala 1 cm no mapa corresponde a 5 milhões de cm (ou 50 km) no lugar real.

Entretanto devemos lembrar que quanto maior for a escala, maior a riqueza de detalhes. A mostra o Brasil em três escalas diferentes. Nesse caso, quanto menor for a escala, menor o tamanho do mapa e conseqüentemente menor a riqueza de detalhes.
Existem os seguintes tipos de escalas:
• Numérica. Trata-se de uma fração ou proporção que estabelece a relação entre a distância ou comprimento no mapa e a distância correspondente no terreno. Por exemplo: se um determinado mapa estiver na escala 1:200.000 (um por duzentos mil), isso significa que, 1 cm no mapa é igual a 200 mil cm no terreno. A escala numérica pode ser apresentada de três formas diferentes:
1 ou 1:200.000 ou 1/200.000
• Gráfica. Apresenta-se sob a forma de segmento de reta graduado. Por exemplo:
0 km 200km 400km 600km 800km 1.000km

Nesse caso a reta foi seccionada em cinco partes iguais, cada uma medindo 1 cm. Significa que cada uma das partes no mapa (1 cm) corresponde 20.000.000 cm ou 200 km no terreno.
Com um simples olhar, não há como sabermos a proporção com que o mapa foi desenhado. Por isso usamos a escala.
• 1:1000000
• 1:500000
• 1:250000
• 1:100000
• 1:50000
Estas escalas, em geral, são utilizadas em grandes mapas de caráter regional, incluíndo desde países inteiros até porções de estados em países de escalas continentais, como o Brasil.
Escalas maiores são usadas para trabalhos de detalhe, como mapeamento de corpos mineralizados, estudos de precisão. Sendo estas: 1:25000; 1:10000; 1:2500, além de outras de maior detalhe.
São muito usadas na Geografia, Geologia, Engenharia de Minas e demais ramos que necessitam de mapas para seus estudos.
São também utilizadas para determinação de bacias hidrográficas em obras de engenharia civil. Desde grandes barragens até obras de microdrenagem urbana têm seu início com estudos em cartas cartográficas.
A escala pode ser definida pela formula:
E = d
D
•E é escala;
•D é distância real;
•d é distância na projeção.

Símbolos ou convenções cartográficas

Considerando-se que o mapa é uma representação da realidade, o cartógrafo recorre a símbolos e convenções que auxiliam na leitura ou interpretação dos mapas. Os símbolos são, portanto, a linguagem visual dos mapas.

Quanto às cores, as principais convenções são as seguintes: azul (hidrografia); verde (vegetação); castanho (relevo e solos); preto ou vermelho (acidentes geográficos artificiais, como rodovias, ferrovias etc.).

Tipos de Mapas

Função nome
Mostram quantidade - Mapas quantitativos
Põem ordem nos fenômenos - Mapas ordenados
Separam os fenômenos - Mapas qualitativos
Mostram movimentos entre
as localidades diferentes - Mapas de fluxos
O fenômeno é a própria medida
básica do mapa - Anamorfose

Projeções Cartográficas

Projeção cartográfica é a representação de uma superfície esférica (a Terra) num plano (o mapa).

O grande problema da cartografia consiste em ter de representar uma superfície esférica num plano. Assim, sempre que achatarmos uma esfera para colocá-la em um plano, necessariamente ela sofrerá alterações ou deformações.
Isso quer dizer que todas as projeções apresentam deformações, que podem ser em relação às distâncias, às áreas ou aos ângulos. Assim, cabe ao cartógrafo escolher o tipo de projeção que melhor atenda aos objetivos do mapa.

A maior parte das projeções hoje existentes deriva dos três tipos ou métodos originais, a saber: cilíndricas, cônicas e planas ou azimutais.

A projeção cilíndrica resulta da projeção dos paralelos e meridianos sobre um cilindro envolvente, que é posteriormente desenvolvido (planificado). Esse tipo de projeção:

• acarreta um crescimento (deformação) exagerado das regiões de elevadas latitudes;
• é o mais utilizado para a representação total da Terra (mapas-múndi).
A projeção cônica resulta da projeção do globo terrestre sobre um cone, que posteriormente é planificado. Esse tipo de projeção:

• apresenta paralelos circulares e meridianos radiais, isto é, retas que se originam de um único ponto;
• é usado principalmente para a representação de países ou regiões de latitudes intermediárias, embora possa ser utilizado para outras latitudes.
A projeção azimutal resulta da projeção da superfície terrestre sobre um plano a partir de um dterminado ponto (ponto de vista).

Vejamos, a seguir, alguns dos mais conhecidos tipos de projeção cartográfica.

Projeção de Mercátor

Nessa projeção, os paralelos e os meridianos são linhas retas que se cruzam formando ângulos retos. Pertence ao tipo chamado conforme, porque não deforma os ângulos. Em compensação, as áreas extensas ou situadas em latitudes elevadas aparecem nos mapas com dimensões exageradamente ampliada
Projeção Bertin

Já na projeção Bertin (1950), que mantém uma relação de fidelidade com as superfícies dos continentes, a grade de coordenadas não possui uma configuração perpendicular, pois todos os meridianos se dirigem, formando curvas, para uma representação do pólo que se encontra no meio do mapa. Logo, para indicar o Norte seria preciso colocar tantas setas quantos fosse o número de meridianos (vide mapa abaixo), o que é desnecessário visto a clareza da posição polar.

Projeção Buckminster

Trata-se de uma projeção cuja centragem é no pólo norte (as centragens podem variar) e que favorece a manutenção das formas e das proporcionalidades das terras emersas em detrimento dos oceanos. Quando esse autor criou essa projeção ele subverteu a visão convencional de um Norte e de um Sul, o que permitiria uma apreensão de um mundo “menos” hierarquizado.

Erros cartográficos

A grande maioria dos mapas publicados contém erros cartográficos sérios. Ou geram visões problemáticas, ou pouco transmitem. E isso é esperado, visto que essa “inundação de mapas” tem como protagonistas um número muito grande de pessoas que entendem do programa de computador que faz o mapa, mas não conhecem a linguagem gráfica e a Cartografia.
Um exemplo singelo: para mostrarmos a distribuição geográfica de um fenômeno, digamos, a alfabetização, vamos usar índices de alfabetização por município no Estado de São Paulo. É razoável introduzir a informação no mapa preenchendo cada município com tonalidades de uma mesma cor (da mais escura para a mais clara). A mais escuras os maiores indíces e as menores taxas com tonalidades mais claras. Quando vemos um mapa que usa tonalidades da mesma cor, sem parar para pensar, nossa percepção indica que a tonalidade mais escura (mais pigmentação) representa a maior intensidade do fenômeno, e a tonalidade mais clara, a quase ausência. Caso isso seja invertido, ou então, escolhidos cores diferentes e arbitrárias, haverá uma confusão na nossa percepção, pois o que teremos diante dos nossos olhos será uma falsa imagem: um erro cartográfico.

Situação de Aprendizagem 2

SENSORIAMENTO REMOTO E CARTOGRAFIA

PLANO

Conteúdos e temas: as técnicas de Remoto; o Sensoriamento Remoto como representacao: a coleta de dados e os seus diferentes usos; análise e interpretação a respeito do seu uso; democratízacãe das de satélite.

Competências e habilidades: Compreender a multiplicação dos meios de Sensoriamento Remoto. Entender o Funcionamento e a lógica da criação humana do Sensoriamento Remoto, em especial a imagem do satélite; comparação de meios diferentes de representação da Terra.

Estratégia: aulas expositivas , apresentação dos objetivos da atividade, Exercicio no tutorial do de sites que trabalham com de satélite (IMPE. Embrapa e Google )
Recursos: textos; aula expositiva; uso de imagem de satélite; mapas; atlas; material didáticos, vídeos, etc.

Avaliação: Avaliação dos trabalhos em grupos, questões dissertativas e de múltipla escolha.

Introdução

A partir do momento em que, pela primeira vez, uma pequena porção da superfície terrestre foi fotografada com a ajuda de um balão em 1858 (na França), o sensoriamento remoto apresentou um espetacular desenvolvimento. Recentemente, com o emprego do radar e dos satélites artificiais, o sensoriamento remoto tem contribuído enormemente para o desenvolvimento de diversos campos do conhecimento, tais como Geologia, Geografia, Geomorfologia, Oceanografia, Meteorologia, Cartografia e outros.

O sensoriamento remoto nada mais é do que "um recurso técnico para ampliar os sentidos naturais do homem", ou seja, " é um dispositivo ou equipamento [câmara fotográfica, radar] que capta e registra, sob a forma de imagens, a energia refletida ou emitida pelas áreas, acidentes, objetos e acontecimento do meio ambiente, incluindo os acidentes naturais e culturais.

Aerofotogrametria

A câmara fotográfica foi o primeiro tipo de sensor remoto utilizado pelo homem. Hoje em dia, as câmaras fotográficas encontram-se bastante aperfeiçoadas.

O princípio da aerofotogrametria

O princípio usado pela aerofotogrametria pode ser descrito assim, resumidamente:

1º) de um avião devidamente equipado e mediante condições de tempo apropriadas, são feitas, ao longo de uma linha (reta) de vôo, sucessivas exposições fotográficas de uma extremidade a outra da área, até cobri-la totalmente.

2º) Ao longo de cada faixa ou linha de vôo, as fotos são feitas. Colocadas todas as fotos uma ao lado da outra, e obedecendo-se à orientação correta (linhas de vôo, superposição etc.), teremos uma visão total da área. Para obtermos a visão tridimensional, recorremos ao estereoscópio, um instrumento ótico binocular que permite ver as imagens em terceira dimensão (em relevo).

Radar

O radar é um sensor ativo que, para obter a imagem de uma determinada superfície, emite fluxos de energia (ondas eletromagnéticas) através de uma antena que é simultaneamente transmissora e receptora, isto é, envia e depois recebe de volta a energia refletida pela superfície. A seguir, essa energia é processada e transformada em imagens por outros instrumentos do radar (receptor, amplificador e detector), e estas, finalmente, são registradas em fitas magnéticas ou em filmes.

O Brasil iniciou, a partir de 1970, um amplo levantamento da Amazônia através do radar (Projeto radam ou Radambrasil) com a finalidade de elaborar um mapeamento da região abrangendo diversos aspectos tais como geológicos, geomorfológicos, de vegetação, hidrográficos, dos solos e do uso da terra. O trabalho de levantamento das imagens da região foi feito em cerca de doze meses, sendo que posteriormente outras regiões do país passaram a usar os serviços oferecidos pelo Radam.

Satélites Artificiais

No caso dos satélites artificiais, as primeiras imagens da Terra foram obtidas através de câmaras fotográficas, passando-se posteriormente a empregar outros tipos de sensores mais avançados e eficientes. Hoje, o sensoriamento remoto por meio de satélites representa o mais importante e eficiente recurso tecnológico de observação da Terra de que o homem dispõe.

Dentre os vários programas ou sistemas de sensoriamento por satélites, o mais importante é, sem dúvida, o Landsat, desenvolvido pela NASA (National Aeronautics and Space Administration). Esse sistema compreende uma série de cinco satélites, sendo que o Landsat 1 foi lançado em 1972 e o Landsat 5, em 1984.

Os dados obtidos pelos satélites são transmitidos para uma estação terrestre, sendo depois processados e utilizados pelos especialistas interessados.
O Brasil utiliza informações do sistema Landsat desde 1973. Para tanto, o país conta com uma estação terrestre de rastreamento e de recepção de dados, situada em Cuiabá (MT), e outra para processamento e distribuição dos dados, localizada em Cachoeira paulista (SP). O trabalho de rastreamento feito em Cuiabá abrange 90% da área da América do Sul. Além dos programas Landsat, o Brasil já recebe dados do programa espacial francês Spot, iniciado em 1986.
Tipos de órbitas de satélites
Existem três tipos básicos de órbitas, dependendo da posição do satélite em relação à superfície daTerra:

Órbitas geoestacionárias (também chamada geossíncrona ou síncrona) - são aquelas nas quais o satélite está sempre posicionado no mesmo ponto sobre a Terra. Muitos satélites geoestacionários estão acima de uma faixa ao longo do equador, com altitude de aproximadamente 35.786 km, ou quase um décimo da distância até a Lua. A área de "estacionamento de satélites" está se tornando cada vez mais congestionada pelas centenas de satélites de comunicação, de televisão e meteorológicos. Cada um deles precisa estar muito bem posicionado para evitar a interferência com sinal de satélites adjacentes. Televisão, comunicações e programas meteorológicos usam satélites com órbitas geoestacionárias. Órbitas geoestacionárias são o motivo pelo qual as antenas parabólicas de TV DSS são colocadas numa posição fixa.
Os ônibus espaciais programados usam uma órbita assíncrona muito mais baixa, o que significa que passam pelo céu em diferentes horas do dia.
Em uma órbita polar, o satélite geralmente voa a baixa altitude e passa através dos pólos da Terra em cada revolução. A órbita polar permanece fixa no espaço, à medida que a Terra rotaciona dentro da órbita. Como resultado, muito da superfície da Terra passa sob um satélite em órbita polar. Em virtude dessas órbitas alcançarem excelentes coberturas do planeta, elas são usadas para mapeamentos e fotografias.


Situação de Aprendizagem 3

GEOPOLÍTICA

Situação de Aprendizagem 3 - Geopolítica: O papel dos EUA e a nova “desordem” mundial

PLANO:

Temas: geopotência, superpotência; espaço e poder; relações internacionais; ordem (sistema mundial); sociedade mundial; o papel dos EUA; a vocação geopolítica dos EUA vista historicamene; a superpotência na escala mundial.

As competências e habilidades: Expor e discutir idéias por meio de exposição oral; leitura e interpretação de textos e das idéias resultantes da nas discussões coletivas em sala; relacionar conceitos; expressar o pensamento pela de textos; estabelecer relações a partir de diferentes escalas gográficas; interpretar mapas; elaborar mapas; desenvolver habilidades relativas à participação coletiva.
Estratégias: Aulas expositivas – apresentação do objetivo da unidade e síntese dos conteúdos a serem estudados; Situação textual sobre a expansão territorial dos EUA; apresentação em grupo, dos dos resultados as pesquisa; Leitura e interpretação de texto em grupo; elaboração de dissertação individual sobre a posição geopolítica dos EUA.
Recursos: aulas expositivas/.dialógicas; uso de textos e mapas.
Avaliação: compreensão e análise de textos. Relatórios. Elaboração de textos e mapas.
de mapas. Envolvimento e participação das atividades de pesquisa e na apresntação individual e coletiva . Questões abertas e de múltipla escolha.

INTRODUÇÃO

A Transição da Bipolaridade para a Multipolaridade

O que realmente mudou com o fim da Guerra Fria, da corrida armamentista, da divisão bipolar do mundo entre Estados Unidos e União Soviética, foi que essa integração ganhou dimensões nunca antes experimentadas.
Quando a Guerra Fria acabou, com a dissolução da URSS no inicio dos anos 90, os neoliberais, apregoando a vitória do capitalismo, da economia de mercado sobre o socialismo real, anunciaram o inicio de uma Nova Ordem. Esta Nova Ordem, contrapondo-se à Ordem até então estabelecida, caracterizar-se-ia não mais pela bipolaridade, pela divisão política e ideológica do globo entre duas superpotências – EUA e URSS, ou pela manutenção dos pactos e das alianças militares que garantissem a essas potências suas áreas de influencia geopolítica-estratégica. A Nova Ordem Internacional, que começava a se configurar nos anos 90, seria a ordem da globalização capitalista. Ao invés de duas superpotências, e de um mundo bipolar, um novo arranjo começava a se esboçar.
Para os neoliberais, a falência do mundo bipolar cederia lugar a um mundo multipolar, com os Estados Unidos, Japão e a União Européia como seus pólos principais. As alianças militares, gradativamente, dariamlugar aos blocos econômicos, cujo objetivo seria o da otimização da integração em escala global, e que, consequentemente, possibilitaria um maior desenvolvimento econômico mundial com base na cooperação.
Para os realistas, no entanto, sobre a Nova Ordem que está se configurando, paira uma série de duvidas e incertezas. Se for um fato que com o fim da Guerra Fria houve grandes mudanças nas relações internacionais, e também verdade que essas relações mudaram mundamentalmente quanto à forma, mas seus objetivos permaneceram inalterados, ou praticamente inalterados. Por exemplo: com o fim da Guerra Fria, vários conflitos locais perderam sua razão de ser e extinguiram-se por falta de apoio externo, contudo, outros, em diferentes escalas, eclodiram, e isso se observa do Oriente Médio à Europa. Outro exemplo é que no âmbito político internacional, não há praticamente mais lugar para a oposição política e ideológica que outrora dividia os países do globo, mas estão longe os dias do desalinhamento econômico, principalmente o dos países pobres.

Acontecimentos Que Marcaram A Passagem Da Ordem Bipolar Para Ordem Multipolar:

Do lado Socialista:
• A grande Crise econômica por que passava a URSS, sendo a um dos motivos dessa crise a permanência do modelo econômico conhecido como planificação econômica, que já não mais dava contar de desenvolver país.
• A Extrema concentração de poder nas mãos dos burocratas, que acabou por gera uma classe privilegiada, onde se verificava a presença de grande concentração de poder nas suas mão, e o surgimento de uma grande rede de corrupção.
• O bloco socialista não conseguiu repassar para a sociedade os avanços tecnológicos surgidos com os grandes investimento na industria bélica, além que o partido comunista pensava somente em investir em equipamentos militares o que acabou gerando um atraso tecnológico no campo civil, é por isso que alguns autores afirmam que a URSS conseguia mandar o homem a lua mas, no entanto, com conseguia produzir um liquidificador.
• Dentro da UNIÃO SOVIÉTICA existiam várias etnias, foi por isso que na metade da década de 80 quando Gorbatchev desenvolve a glasnost e a Perestroika surge a questão relacionada a crise de nacionalidade, onde verificou-se que as minorias passaram a reivindicar uma maior autonomia.

Do lado Capitalista:
• Avanço do capitalismo, representado pela sua fase atual conhecida como globalização, na qual, aparece uma maior dependências entre os países, ou melhor, aparece uma interdependência entre os países do mundo:
• Revolução tecno-científico-informacional, que mudou o modo de produção do mundo capitalista, pois aliou de fato as inovações tecnológicas com a produção industrial, além de aumentar a circulação de pessoas e mercadorias no espaço mundial. Essa aliança gerou o surgimento de uma nova relação tempo-espaço vivenciado a partir das inovações nos transportes e nas telecomunicações.
• Aumento da competitividade fez com que aparecesse uma nova forma de organização do espaço mundial no campo econômico e político, pois a partir de então verificaremos que uma potencia mundial terá que ter grandes empresas, e grandes investimentos em ciência e tecnologia.
• Na década de 1980 aparecem no cenário mundial, duas novas potências econômicas: Japão e Alemanha, que polarizam com os EUA o mercado consumidor mundial.

A Nova Ordem Mundial Ou Mulitpolaridade apresenta basicamente duas facetas: uma geopolítica e outra econômica.

GEOPOLITICA:
• Fim da Guerra Fria e da Bipolarização, ou seja, fim da disputa existente entre socialismo e capitalismo.
• Desaparecimento do PACTO DE VARSÓVIA, a partir de então some a aliança militar do bloco socialista, até porque estamos vivendo a derrocada do socialismo.
• Mudanças de perfil da OTAN, esse organismo passa a desenvolver novas funções, devido o fim da guerra fria e da bipolaridade.

ECONÔMICA:
• Aprofundamento do desenvolvimento do capitalismo, que apresenta novas característica produtiva.
• Globalização que é a fase atual o capitalismo onde se verifica uma interdependência entre os estados nações.
• Aparecimento de organizações entre países que ficaram conhecidas como blocos de poder, como é o caso a união européia (EU) e do NAFTA.

Pax Americana:
A corresponde a forma como o EUA ver os outros países do mundo, pois a partir da utilização da Pax americana verificamos que o governo americano deixa de respeitar a soberania dos demais estados nações, por achar que são superiores a qualquer outra civilização inclusive a européia. Um exemplo dessa Pax americana foi a Guerra do Golfo no início da década de 1990.

O papel OTAN na nova ordem mundial
• Manter a ordem política dentro do continente europeu, Proteger os interesses econômicos das potências ocidentais;
• Manter vivo os interesses da indústria armamentista norte americana e européia;
• Reafirmar o poder militar dos estados unidos no mundo multipolar
• Conter de forma incisiva os avanços do terrorismo no continente europeu;
• Resguardar os países membros das instabilidades políticos existente no leste europeu.
• Proteger os países do continente europeu de uma possível ameaça russa
Obs: Esta organização comporta hoje países que no passado eram seus
inimigos, como por exemplo: Letônia, lituânia, Romênia, Bulgária etc.

Disputa pelo mercado:
Com o fim do comunismo, os antigos países socialistas abriram suas fronteiras e seus mercados. No ocidente, os países detentores de tecnologias avançadas, como Alemanha e Japão, já não precisavam se submeter à lógica da Guerra Fria e à liderança dos Estados Unidos. O resultado foi o início de uma feroz disputa pelo mercado mundial. Em junho de 91, os Estados Unidos lançaram uma ofensiva em seu comércio exterior com a "Iniciativa Para as Américas", um plano que pretendia criar um mercado unificado do Alasca à Terra do Fogo.

A REGIONALIZAÇÃO:

Surge em decorrência do avanço do sistema capitalista. Este estágio de desenvolvimento capitalista provocou uma mudança estrutural no comércio mundial, e para acompanhar, tais mudanças, os estadosnações tiveram que se adequar à nova forma de interação existente no mercado mundial.
Aparece um novo paradigma de produção, consumo e comercialização. Isso fez com que os países passassem a se organizar em blocos econômicos de poder, para que a partir de então conseguissem ingressar com sucesso na nova configuração econômica mundial.

O RETORNO AO LOCALISMO:

Durante a guerra fria os conflitos, mesmo de dimensão regional, como as guerras tribais na África, tinham uma conotação mundial, já que havia direta ou indiretamente influência das duas superpotências em busca de ampliar ou defender suas áreas de influência.
Hoje, como os objetivos estão mais voltados a conquista de mercados, os conflitos regionais deixam de ter uma conotação mundial, pois as potências não mais se interessam, senão por conflitos que coloquem em perigo seus interesses econômicos, a exemplo da reação imperialista contra o Iraque por ocasião da anexação do Kuwait. “A mundialização tem alimentado a retomadas dos localismos, regionalismos e nacionalismos, muitas vezes retrógrados e especialmente segregadores. Como ocorreu na segregação da Iugoslávia e na ex-união soviética”.

GLOBALIZAÇÃO:

O atual estágio do capitalismo originou uma nova maneira de conceber o mundo (globalização) que nada mais é do que uma fase de desenvolvimento do capital. Ou seja, trata-se de uma expansão que visa aumentar os mercados e, portanto, os lucros que é o que de fato move os capitais produtivos ou especulativos na arena do mercado. A globalização representa a tendência da maior integração/ou interdependência entre os países, mesmos que distantes ou diferentes uns dos outros; onde o que acontece em uma região vai influenciar nas outras, ou seja, a cada dia os países vão deixando de ser autônomos. Esse processo é comprovado pelo aumento do fluxo de mercadorias, capitais, serviços e pessoas entre as nações do globo terrestre. Neste momento da história, o mundo está marcado pela universalização da produção, do Marketing, do capital e seu mercado, pela universalização do trabalho, das finanças, e dos modelos de utilização dos recursos, bem como da cultura e dos modelos da vida social, universalizando o espaço e a sociedade tornada mundial e do homem ameaçado por uma alienação total.

A nova ordem da nova ordem mundial! 11 de setembro de 2001
O dia 11 de setembro marcou o início de uma nova era no pensamento estratégico norte-americano. Os ataques terroristas daquela manhã tiveram impacto comparável ao ataque a Pearl Harbor em sete de dezembro de 1941, que lançou os Estados Unidos para a Segunda Guerra Mundial. Antes de 11 de setembro, o governo Bush encontrava-se na fase de desenvolvimento de uma nova estratégia de segurança nacional. Isso estava sendo feito com a Análise Quadrienal da Defesa, bem como em outros cenários. Em um momento, entretanto, os ataques de 11 de setembro transformaram o ambiente de segurança internacional. Uma ameaça totalmente nova e perniciosa subitamente tornou-se realidade e ditou uma nova e importante estratégia para os Estados Unidos. Esta nova política, agora cognominada "Doutrina Bush", concentra-se na ameaça do terrorismo e das armas de destruição em massa

As fases da globalização e as Transformações do Mundo Contemporâneo

A globalização é o atual momento da expansão capitalista. Pode-se afirmar que ela está para o capitalismo
informacional assim como o colonialismo esteve para a sua etapa comercial ou o imperialismo para o final da fase industrial e início da financeira. Trata-se de uma expansão que visa aumentar os mercados e, portanto, o lucro, o que de fato ela move os capitais, tanto produtivos quanto especulativos, no mercado mundial. Esta é a razão de, com o processo de globalização, haver disseminado, com base no governo norteamericano (além do britânico) e em suas instituições por ele controladas, como FMI e o Banco Mundial, o neoliberalismo – que se contrapõe ao keynesianismo. O neoliberalismo tem objetivo de reduzir as barreiras aos fluxos globais, o que beneficia notadamente os países desenvolvidos e suas corporações multinacionais, embora alguns países emergentes, como a China, os Tigres Asiáticos, o México e o Brasil, tenham recebido investimentos produtivos e ampliando seu comércio mundial. Por esse motivo, os países em desenvolvimento têm sido pressionados, até para poderem obter novos empréstimos internacionais do FMI, adotar medidas como redução no papel do Estado na produção com a privatização de empresas estatais, abertura do mercado a produtos importados e flexibilização da legislação trabalhista. Deve ser mencionado, no entanto, que, mesmo em países desenvolvidos, as políticas neoliberais têm imposto perdas aos trabalhadores, com reformas previdenciárias e cortes nos gastos sócias, por exemplo.
A guerra no Iraque, na era da globalização a expansão capitalista é silenciosa, sutil e eficaz. Trata-se de uma “invasão” de mercadorias, capitais, serviços, informações e pessoas. As novas “armas” são a agilidade e a eficiência das comunicações, dos transportes e do processamento de informações, graças aos satélites de comunicação, a informática, aos telefones fixos e celulares, aos aparelhos de fax, aos enormes e rápidos aviões, aos super navios petroleiros e graneleiros e aos trens de alta velocidade.

Primeira fase – Data 1450-1850:

Expansionismo mercantilista A primeira globalização, resultado da procura de uma rota marítima para as Índias, assegurou o estabelecimento das primeiras feitorias comerciais européias na Índia, China e Japão, e abriu aos conquistadores europeus as terras do Novo Mundo.
Politicamente, a primeira fase da globalização se fez quase toda ela sob a proteção das monarquias absolutistas que concentram enorme poder e mobilizam os recursos econômicos, militares e burocráticos, para manterem e expandirem seus impérios coloniais. A doutrina econômica da 1ª fase foi o mercantilismo,
adotado pela maioria das monarquias européias para estimular o desenvolvimento da economia dos reinos.. Esta política levou cada reino europeu a terminarem se transformando num império comercial, tendo colônias e feitorias espalhadas pelo mundo.

Segunda fase – 1850-1950: Industrial-imperialista.

A segunda fase da globalização se caracteriza pelo processo de expansão da atividade industrial clássica. Nesse período, ocorre em alguns um forte processo de industrialização baseado na primeira Revolução Industrial que teve início no século XVIII, na Inglaterra, com a mecanização dos sistemas de produção. As
burguesias industriais, em busca de maiores lucros, menores custos e produção acelerada, buscaram alternativas para melhorar a produção de mercadorias. Também podemos apontar o crescimento populacional que trouxe maior demanda de produtos e mercadorias. Avanços da Tecnologia. O século XVIII foi marcado pelo grande salto tecnológico nos transportes e máquinas. A máquina a vapor, principalmente os gigantes teares, revolucionou o modo de produzir. Se por um lado à máquina substituiu o homem, gerando milhares de desempregados, por outro baixou o preço de mercadorias e acelerou o ritmo de produção. Na área de transportes, podemos destacar a invenção das locomotivas a vapor e os navios a vapor. Com estes meios de transportes, foi possível transportar mais mercadorias e pessoas, num tempo mais curto e com custos mais baixos. A Revolução tornou os métodos de produção mais eficientes. Os produtos passaram a ser produzido mais rapidamente, barateando o preço e estimulando o consumo. Por outro lado, aumentou as desigualdades entre os países do mundo todo, ampliando a disputa entre os países industrializados por áreas fornecedoras de matéria-prima e mercados consumidores (Divisão Internacional do Trabalho). Enraíza-se a visão imperialista-colonialista que no início do século XX levará o mundo a duas grandes guerras.

Globalização Recente – Pós 1989: Cibernética - tecnológica.

A globalização recente é caracterizada pela revolução tecnocientífica e a integração do mundo.
A rápida evolução e a popularização das tecnologias da informação (computadores, telefones e televisão) têm sido fundamentais para agilizar a produção industrial, o comércio e as transações financeiras entre os países. Em 1960, um cabo de telefone intercontinental conseguia transmitir 138 conversas ao mesmo tempo. Atualmente, com a invenção dos cabos de fibra óptica, esse número sobe para l,5 milhão. As ligações telefônicas internacionais de 3 minutos, que custavam cerca de U$ 200,00 (cada uma) em 1930, hoje em dia não ultrapassam os US$ 2,00. O número de usuários da Internet, rede mundial de computadores, duplicam a cada ano, o que faz dela o meio de comunicação que mais cresce no mundo. E o maior uso dos satélites de comunicação permite que alguns canais de televisão – como as redes de notícias CNN, BBC e MTV – realizem transmissões instantaneamente para diversos países. Tudo isso permite uma integração mundial sem precedentes. Vale destacar como forte novidade na área de tecnologia, e instrumento de integração entre as nações, a Internet. Está que já está presente nos principais países do mundo e que representa um novo ramo de mercado, o mercado virtual. Este é caracterizado por ser de alto risco e de certa forma abstrata, sendo valorizado por seu valor virtual. Como fonte de divulgação de cultura e informações diversas, a Internet é a maravilha do século XXI, pois nunca a humanidade foi tão capaz e bem servida de informações como hoje em dia. Para nós já é simples fazer uma pesquisa para a escola em sites dos Estados Unidos, teclar com estudantes franceses, discutir com os ingleses e ainda pedir auxílio a um técnico do Canadá. Isso, com certeza, foi a grande revolução tecnocientífica.
Fluxos de informações A Internet aumentou as possibilidades de acesso aos serviços (como troca de e-mails, pesquisas em bancos de dados e compra de produtos) e às informações, mudando até mesmo as concepções de tempo e espaço. Um espaço virtual se abre aos internautas (pessoas conectadas a rede) em tempo real. De um computador no México é possível pesquisar os arquivos da Organização das Nações Unidas (ONU) em Nova York, no Banco Mundial, em Washignton, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no Rio de Janeiro, ou a mais atualizada edição da Enciclopédia Britânica; pode-se conhecer o acervo do Museu do Louvre, de Paris, do Museu Britânico, de Londres, ou do Museu de Arte de São Paulo (Masp); comprar livros na Amazon Book ou na Livraria Cultura; copiar livros virtuais ou músicas em MP3 e se comunicar com diversas pessoas pelo MSN, Orkut, etc.



Situação de Aprendizagem 4

OS DESERDADOS DA NOVA ORDEM MUNDIAL

Situação de Aprendizagem 4 - Os deserdados na nova ordem mundial: As perspectivas de ordem mundial solidária

PLANO

Conteúdo e temas: os comflitos regionais; os deserdados da ordem mundial; as perspectivas uma ordem solidária em escala mundial.
Competências e habilidades: e discutir idéias por meio de exposição oral; leitura e interpretação de textos e de idéias resultantes da participação nas discussões coletivas em sala; interpretação de mapas de escala mundial; expressar o pensamento por meio da redaçào de textos; estabelecer relações a partir de diferentes escalas geográficas; desenvolver habilidades relativa a participação coleetiva.

Estratégias: Interpretação de um mapa de escala mundial; Trabalho em grupo para aprofundar-se a partir dos dados sintéticos do mapa; Leitura e interpretação de texto em grupo; Elaboração de relatório com a síntese da discussão em grupo; Síntese e soluções de questões por parte do(a) professor (a) ou encomendadas como pesquisa.

Recursos: mapas de escala mundial; txtos; aulas diagnósticas e expositivas

Avaliação: compreensão e análise de textos; interpretação do mapa; organização de informações pesquisadas; questões abertas e de múltipla escolha.

Introdução

Ainda são poucos os que têm acesso às informações disponíveis na rede. Segundo o Relatório World development indicators 2006, do Banco Mundial, em 2004 cerca de 890 milhões de pessoas estavam conectadas à Internet. É uma quantidade enorme de usuários, mas esse número corresponde apenas a 14% da população mundial, a maioria dos internautas está fortemente concentrada em países desenvolvidos e em alguns países emergentes. Os Estados Unidos é o país que possui mais pessoas conectadas à Internet em termos absolutos, com 185 milhões de internautas, mas também é um dos países mais representativos em termos relativos: 63% de sua população são usuários da rede. A Nova Zelândia é o país possui mais pessoas conectadas em termos relativos: 79% de sua população são usuários da Internet. A China e a Índia, apesar do índice relativo de conexão, têm um grande número de internautas devido às suas enormes populações. Em menor escala, isso também acontece com o Brasil.
Fluxos de capitais especulativos Outra invasão típica da globalização é a dos capitais especulativos de curto prazo, conhecidos como smart Money (“dinheiro esperto”) ou hot money (“dinheiro quente”), que, ávidos por lucratividade, movimentam-se com grande rapidez pelo sistema financeiro on-line.
Não se sabe ao certo o montante, mas estima-se que o fluxo mundial de capitais especulativos seja 1,5 trilhões de dólares por dia, investidos nas várias modalidades de especulação financeira. Essa vultosa soma – que, em geral, pertence a milhões de pequenos poupadores espalhados pelos países desenvolvidos, os quais deixam seus recursos num banco ou os investem num fundo de pensão, para garantir suas aposentadorias – é transferida de um mercado para outro, de um país para outro, sempre em busca das mais altas taxas de juros ou de maior segurança. Os administradores desses capitais – como bancos de investimentos, corretoras, fundo de pensão etc.– em sua maioria não estão interessados em investir na produção, cujo retorno é demorado, mas em especular: realizar investimentos de curto prazo nos mercados mais rentáveis. Os fundos de pensão, entretanto, também investem na produção.
Quando algum mercado se torna instável ou menos atraente aos investidores, esses capitais são rapidamente transferidos, e os países entram em crise financeira.

Fluxos de capitais produtivos

A entrada dos capitais produtivos é a mais demorada porque são investimentos de longo prazo, por isso menos suscetíveis às oscilações repentinas do mercado. Esses capitais são aplicados num território em busca de lucros, que podem ser resultantes de custo menores de produção, baixos custos dos transportes ou dos fretes, proximidade dos mercados consumidores e facilidades em driblar barreiras protecionistas.
Todos esses fatores permitem a expansão dos mercados para capitais, gerando, portanto, maiores lucros.
Há outra faceta, mais visível e mais antiga da globalização, que é a “invasão” de mercadorias em quase todos os países. Com a intensificação dos fluxos comerciais no mundo, produtos são transportados por enormes navios, trens, caminhões e aviões, que circulam por uma moderna e intrincada rede que cobre as grandes extensões da superfície terrestre, sobretudo nos países desenvolvidos e emergentes. Há, assim, uma globalização do consumo, com a intensificação do comércio, resultante da globalização da produção.
A expansão de multinacionais Superada a destruição provocada pela Segunda Guerra, a economia mundial voltou a crescer num ritmo mais acelerado. Dentro desse quadro de grande prosperidade, as empresas dos países industrializados assumiram proporções ainda maiores que na época dos trustes. Tornaram-se industrializados assumiram proporções ainda maiores do que na época dos trustes. Tornaram-se grandes conglomerados e se expandiram pelo mundo, ultrapassando as fronteiras dos países em que se desenvolveram, nos quais estão as matrizes, transformaram-se em empresas multinacionais e se encarregaram de globalizar, gradativamente, não somente a produção, mas também o consumo. Construíram filiais em vários países, principalmente nos subdesenvolvidos, que, ao se industrializarem, passaram a serem chamados países emergentes, modificando a tradicional divisão do trabalho. Hoje, dado seu elevado grau de internacionalização, são conhecidas como multinacionais e são as principais responsáveis pela mundialização dos capitais produtivos.
Embora não se conheça exatamente o volume dos capitais especulativos que circulam diariamente pelo sistema financeiro mundial, sabemos que concentram-se em poucos lugares no mundo – mais uma evidência de que os fluxos da globalização atingem desigualmente o espaço geográfico mundial. A maior parte dos capitais é investida em apenas alguns países.
Paralelamente a globalização da produção e do consumo, ocorre a intensificação do fluxo de viajantes pelo mundo (a negocio, a turismo ou imigrando) acompanhada de uma “invasão” cultural, constituída pelo menos em sua forma hegemônica, de uma cultura de massas que se originam, sobretudo nos Estados Unidos, a nação mais poderosa e influente no planeta. O American way of life (o “modo norteamericano de vida”) é difundido, por exemplo, pelos filmes de Hollywood e pelas séries produzidas por estúdios cinematográficos ou canais de televisão pelas notícias da CNN (Cable News Network, principal rede de notícias norte- americana sediada em Atlanta), pelas cadeias de fast food, como a McDonald’s.

Globalização Migração E Xenofobia:

A globalização provoca varias reações contrárias, e um caso que se tornou muito divulgado na mídia mundial nos anos 90 foi a reação tomada pela população européia, em especial a população alemã e francesa, que se viram ameaçada pelo grande contingente populacional, que adentraram em seu território em virtude do processo de globalização. Com a interligação dos mercados e uma maior circulação de pessoas, ficou mais fácil migrar de países periféricos para os países centrais do capitalismo. No caso da Europa, Alemanha e França, foram os dois países que mais sentiram o fluxo migratório, porém a população local não aceita essa entrada de imigrantes, muitos ilegais, em seu país, o que ocasiona o aparecimento de uma crescente xenofobia a esses imigrantes.

O Unilateralismo (militar) do EUA

O mundo passou a ver uma nova forma de poder exercida pela maior potencia econômica militar e política do final do século XX. Os EUA passaram a ditar as regras do jogo político, através do seu unilateralismo, que acabou dando ao mundo, uma nova ordenação política, pois a partir da desintegração da URSS, ele (EUA) demonstrou quem realmente iria tomar conta do mundo.
Nos anos 90, os EUA interviram em varias regiões do mundo, principalmente no oriente médio e na região dos Bálcãs na Europa.
Porém, essas intervenções não poderiam se fazer caso eles não detivessem o maior poderio bélico do mundo.
O unilateralismo dos EUA ocasionou a intervenção nos Bálcãs, e no,oriente médio, no Iraque, a ONU através do seu conselho de segurança vetou uma eventual intervenção militar, no entanto, os EUA passaram por cima da ONU, e através da OTAN lideraram uma intervenção militar, que para muitos se tratou apenas de uma demonstração de poder dos EUA ao mundo e em especial ao continente europeu.

Nacionalismo – Minorias Étnicas E Separatístmo

Com o fim da guerra fria, o mundo aprendeu a conviver com os mais variados conflitos. A ONU, órgão encarregado de zelar pela paz no mundo, conta com 54 missões de paz em regiões afetadas por guerra ou em via de pacificação. Assumiu também a administração da província do Kosovo, os preparativos para a independência do Timor Leste e os acordos para o novo governo do Afeganistão, últimas regiões a sofrer violentos combates que resultaram em milhares de mortos.
Guerras entre Estados-nações, guerras civis (dentro de um mesmo país), guerrilhas, ocupações de territórios à força e movimentos separatistas dentro de Estados-nações acontecem em todos os continentes, na atualidade, à exceção da Oceania. Disputa de territórios, soberania do Estado Nacional, questões de fronteiras, recursos minerais, rivalidades étnicas e até mesmo a água constituem os principais motivos dos conflitos da globalização.
É também muito comum grupos separatistas tentarem chamar a atenção do mundo para seus problemas através de atos terroristas. Esse tipo de atentado acaba por tornar esses grupos pouco simpáticos perante a opinião pública. Entre as mais antigas e ativas organizações ligadas ao terrorismo estão o ETA e o IRA, ambas na Europa.

Quem são os fefugiados?

- São vítimas da decomposição social, territorial e nacional dos países do cen¬tro da África e do oeste, onde se situa Ruanda, e das guerras que surgem em conseqüência;
- São vítimas da instabilidade do Oriente Médio, e da atual guerra no Iraque;
- São vítimas da guerra civil na antiga Yugoslávia (Bósnia - Herzegovina, Ko¬sovo, por exemplo), produto da desa¬gregação do socialismo;
- São vítimas ainda da Guerra do Vietnã
- Fundamentalmente ocorrem em (ou entre) países frágeis em termos econômicos;
- Países com dificuldades de se adaptar às novas condições da ordem mundial;
- Países com dificuldades de se adaptar às novas condições da ordem mundial;
- Países que se tornam espaços frágeis, sem controle do Estado, sem que essa exerça suas funções;
- Países em que a miséria se desenvolve, e que ficam muito mais vulneráveis a catástrofes naturais, como secas e inundações;
- São conflitos marcados pela decomposição, pela intensificação dos ódios étnicos, que acabam gerando massacres pavorosos, ações de extermínio, como ocorreu em Ruanda;
- São guerras acompanhadas por fuga maciça de populações, em geral camponesas, aldeãs, como no caso de Beah;
- Fogem para países vizinhos e são insta¬lados em campos de refugiados;
- Passam a ser assistidos por instituições de caráter global, ONU, Cruz Vermelha, ONOs diversas, e por esse caminho in¬gressam como párias na ordem mundial
Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados – ACNUR
O Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR), com sede em Genebra, Suíça, foi criado em 1950 pela Assembléia Geral das Nações Unidas com o intuito precípuo de proteger os refugiados e promover soluções duradouras para sanar os problemas que os rodeiam. A função básica do ACNUR é oferecer proteção àqueles que estão na condição de refugiado.
O ACNUR, no exercício de suas competências, trabalha pela efetividade do direito de asilo, fazendo com que aqueles que estão na situação de refugiado possam gozar desse direito. O órgão prima pelo cumprimento do Direito Internacional, como espécie de agente fiscalizador, e promove acordos na área relativa ao Direito Internacional dos Refugiados. Afora isto, proporciona ajuda material direta (alimentos, água, suprimentos médicos, acomodações) bem como trabalha pela reestruturação da condição jurídica daqueles que estão em situação análoga à de refugiados, como os apátridas e deslocados internos. Esse trabalho encontra suporte nas resoluções discutidas e elaboradas pelo Comitê Executivo do ACNUR que, juntamente com a Assembléia Geral das Nações Unidas e outras organizações internacionais, governamentais ou não, não têm medido esforços para reconstruir e salvar vidas.
O Direito de asilo é positivado e garantido na Declaração Universal de Direitos Humanos, em seu artigo 14. A obrigação de proteger os refugiados e conceder-lhes o Direito de asilo, fazendo-o efetivo, advém dos princípios de Direito Internacional e de outros documentos internacionais, a fim de garantir este que é o corolário do Direito Internacional dos Refugiados. Além disso, é competente o ACNUR para zelar pelo cumprimento desse direito. Contudo, há muitos entraves à sua plena efetividade.
Os problemas continuam. Alguns Estados, que teriam condição de receber um maior número de refugiados, não o fazem, não concedendo o direito de asilo, ou o fazem parcialmente, pois concedem o status de refugiado, mas não oferecem reais condições de permanência no país, o que fora garantido pela Convenção de 1951 sobre o Estatuto dos Refugiados. Outros Estados, em zonas de conflito, tendem a receber um número maior de refugiados do que poderiam, o que, aliado à sua parca estrutura, acaba trazendo problemas de ordem social aos seus próprios nacionais. Sendo assim, o comitê, invocando a cooperação internacional, propõe-se a discutir meios de monitorar a implementação do Direito de Asilo e de como tornar esse direito humano realmente efetivo.
Quem Perde E Quem Ganha Com Esses Conflitos
Os confrontos dispersos pelo mundo fazem milhões de vitimas, sem contar os refugiados, pessoas que fogem da violência, o número de refugiados vem crescendo progressivamente desde as últimas décadas do século XX , que em 1995 já chegava a 27 milhões de pessoas. Nas diversas regiões do globo alguns povos se destacam , como no Oriente Médio ( curdos, palestinos e afegões), na Ásia Meridional ( indianos e paquistaneses ), na região dos Bálcãs ( refugiados das repúblicas da ex-Iugoslávia ) e na África Negra ( Ruanda, Sudão, Etiópia, Somália, Serra Leoa, etc.). Mas há também quem sai ganhando com tantos conflitos. As vendas de armas aumentaram 8% no ano passado ( 2000 ), chegando a 37 bilhões de dólares, confirmando a condição dos EUA como o maior fornecedor de armas ( US$ 26 bilhões ) para o mundo, principalmente para os países em desenvolvimento, na sequência os maiores fornecedores são, EUA, Rússia, França, Alemanha, Inglaterra, China e Itália.
Edição 2010
Prof. Miguel Jeronymo Filho

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